O Supraconsciente
Netuno,
a Dimensão Espiritual
Critico a Índia. Critico a Índia de hoje, não a Índia verdadeira, a Índia dos Vedas. A grande Índia cumpriu sua missão e morreu com a entrada da era de Peixes/Virgem. A era de Peixes/Virgem tinha por missão conquistar uma nova forma de inteligência, a inteligência racional. Começou 600 anos antes de Cristo, com o Budha, os filósofos gregos e o idioma grego, o primeiro idioma moderno, dotado de uma poderosa estrutura lógica: uma gramática. De um lado Peixes, Netuno, a espiritualidade; do outro lado Virgem, Mercúrio, uma lógica impecável. A lógica separa, analisa, disseca em pedaços para compreender como os pedaços se interligam, se explicam, como funciona. Assim separou o Céu e a Terra, o espírito e a matéria. Budha queria só a espiritualidade: isso é uma heresia. A Índia percebeu muito bem que Budha era um herético, expulsou o Budismo. Não existem budistas na Índia. Mas, para conseguir expulsar a heresia budista, Shankara foi obrigado a seguir a inteligência da época e fez exatamente o que fazia o Budha: privilegiou a espiritualidade em detrimento da vida material, esquecendo que o Infinito é apenas um pedaço da Realidade e que o Infinito se materializa no esplendor do Universo.
Mas devemos ser gratos e muito, tanto ao Budha quanto a Shankara. O erro deles permite-nos obter uma visão clara do mundo espiritual como tal, e compreender Netuno. Vamos usar a Índia, a Índia divina. Vamos chamar Brahma, o Satguru (em sanscrito Sat significa "Ser") o Guru do Ser. Brahma vem da raiz brih, que em sânscrito significa "brilhar" (o sânscrito é um idioma indo-europeu, as raízes são idênticas). Brahma, o brilhante. A Luz. O ser. O verbo ser. O Verbo. Deus tem a mesma etimologia que “dia”: Luz). Netuno.
Viagem
Interior:
O Satguru, o Mestre do Ser
Imagine,
na Índia, um Templo dedicado ao Sol Espiritual,
um templo muito antigo, há
cinco mil anos atrás, na Índia dos Vedas.
Talvez o templo esteja apenas um
círculo de árvores.
As árvores são sagradas,
pelas raízes em comunhão
com a Terra,
pelas folhas em comunhão com o Céu.
E
você anda na mata, à procura da Realidade.
Subindo uma montanha, aproximando-se
do Céu,
você encontra uma pessoa sentada, pernas cruzadas, em uma rocha.
Brilha.
Uma pessoa feita de Luz.
Você sabe.
Encontrou Brahma, o Ser.
Encontrou a Pessoa quem É: o Guru do Ser.
Com curiosidade, com toda a curiosidade
e a felicidade da sua alma,
você pergunta:
"Quem é Você"
A figura brilhante responde:
"Eu sou o que eu sou.
Quando sou o
vento, eu sou o vento.
Quando sou a tempestade, eu sou a tempestade.
Quando sou a brisa da primavera, eu sou a respiração da primavera.
Quando
sou as nuvens, eu caio em chuva.
Quando sou o Sol, eu sou o Sol.
Eu
sou o que eu sou."
E você sabe.
É o Guru do Ser.
E você se
lembra. Você se lembra:
"Eu sou. Eu sou. Eu posso Ser o que eu quiser.
Eu posso Ser eu, eu posso Ser você.
Eu posso Ser o Universo.
Eu
sou Brahma. Eu brilho.
Eu sou a consciência.
Eu sou eu, a consciência,
a Luz,
a Luz sem forma, infinita.
Sem forma, posso vestir qualquer forma,
a forma do trovão ou a forma de um pássaro.
Eu posso vestir a forma
de uma estrela.
Eu posso vestir uma galáxia.
Eu sou o Poder do Universo,
a consciência.
Eu posso vestir uma forma humana
para respirar o vento
que vem do mar,
para admirar a beleza do pôr-do-Sol,
para tocar as pétalas
de uma rosa,
para abraçar as pessoas que amo, para amar."
E
você usa o Poder do Universo na sua vida quotidiana.
Precisando de entusiasmo,
você veste o entusiasmo, você irradia entusiasmo, energia.
Você transmite
entusiasmo, energia, aos outros.
Você é um líder.
Você veste o sucesso.
Veste a prosperidade.
Veste a felicidade.
Você é sucesso, prosperidade,
felicidade.
Você é. Você é o que você é.
Comentário
Acabamos de fazer o que faziam os Rishis, os videntes que criaram os Vedas. Usamos o Infinito, o Nada, para materializar em nossa vida um Paraíso terrestre de bem-viver. Fomos além de Netuno, além da espiritualidade, em Realidade usamos Plutão. Fizemos o que fazem as árvores, usamos a polaridade Céu/Terra, a Energia cósmica fluindo entre os dois pólos do Céu e da Terra, do espírito e da matéria. Fizemos o que faz a Realidade divina.
Os
Segredos se escondem em nosso Mundo Interior:
Passagens
Secretas
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