Para poder descer aos infernos, os xamãs primeiro vão para o Céu. Subir ao mais alto permite descer ao mais profundo. Vamos descer às profundezas, nelas se escondem os segredos, a memória do Universo, os "Arquivos Akashicos". A água desse lago é escura: aqui se encontram as águas profundas do inconsciente, do oculto. O domínio de Lilith  e de Plutão.

 

Viagem Interior:
Arcano 18 A Lua

Entre no Mundo Encantado da sua Imaginação,
entre no esplendor do seu Mundo Interior,

imagine um dia ensolarado,
deixe a Luz do Sol envolver você.

Na plena Luz do Sol,
imagine seu corpo se transformando em Luz,

tomando a forma dum corpo de águia feito de Luz.
Já a águia de Luz do seu Eu Superior
esta alçando vôo para as alturas,

mais alto, mais alto,
voando para além do círculo de Saturno,
para além do tempo,
até o alto templo de Plutão,
Vestido de Luz e de trevas,
Plutão recebe você no seu templo,


nesse templo feito de trovão, feito de som,
e você pode escutar o latir do trovão.
O órgão do vento cósmico está tocando
a melodia que cria o Universo.

 Você está com Plutão, no início, no fim,
no início que é o fim, no fim onde tudo começa.
Em companhia de Plutão, você está fora do tempo,
olhando com o olhar da Eternidade,
respirando o vento da Eternidade.
Com o olhar da Eternidade,
você olha através das trevas,

olhando através das trevas da Eternidade.
 Nas trevas eternas você percebe
uma mulher de uma tremenda beleza.

Lilith, a deusa desconhecida, está se aproximando,
como uma música profunda.
Ela, que memorizou os segredos do Universo,
está sorrindo para você.

Ela abraça você em uma dança tão feliz.
Ela dança com você.
Ela dança os segredos do Universo.
Ela dança a imensidão que se oculta em você.
 E  com o olhar da Eternidade
você olha suas vidas passadas,

tantas e tantas vidas que você viveu,
na fantástica dança do Universo.
Dum só olhar, você olha suas vidas passadas,
na fantástica aventura do Universo.

Das trevas superiores explode um relâmpago
e você pára o relâmpago.
Na Luz parada, olhando suas vidas passadas,
com a tranqüilidade feliz da Eternidade.
Você, a consciência eterna que você é,
olha suas vidas passadas,

olha e compreende... compreende.

 Você agradece a Plutão e a Lilith,
agradece o mistério que você é,
o mistério que você é.

Imaginando o Templo do Sol,
você está no Templo do Sol

e, com felicidade,
percebe que o Templo do Sol
é feito de Luz e de trevas.

 

Comentário

Um certo esoterismo queria que transformássemos nossas trevas em Luz. Isso é dividir o Universo em bom e em mau. É julgar o Universo, e supor que ele esteja mal feito. É imprescindível que nossa memória se esconda nas trevas do inconsciente. Se não fosse assim, submergida por trilhões de informações, nossa consciência estaria perdida numa tremenda confusão. As trevas são tão divinas quanto a Luz, como bem o sabia Ruysbrok o Admirável, esse místico holandês do século XVI, que falava do "abismo das trevas divinas". Desprezar as trevas seria desprezar as nossas profundezas, como o fazia nossa civilização desequilibrada, que privilegiava o Sol em detrimento da Lua.

 

fin

Os Segredos se escondem em nosso Mundo Interior:
Passagens Secretas

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